Tomás – O Curador
Quando isto aconteceu, Tomás – O Curador – teve de tomar uma decisão importante: 1) unir-se a uma companhia de investigadores e fazer ali a sua carreira, ou 2) deixar tudo e começar como um simples curador, com todas as incertezas que isso implicava (curar uma pessoa de cada vez numa atmosfera não institucional).
A nível celular ele sabia qual era a sua paixão e também o contrato que estabelecera antes de vir para a Terra: curar gente e fazer o maior bem possível usando o seu dom. Mas… que decisão deveria tomar?
Pensando assim, Tomás foi deitar -se naquela noite e depressa adormeceu. Teve, então, uma visão enviada por dois dos seus guias. Nessa visão foi levado longe, para um lugar importante.
Os seus guias sorriram – lhe e disseram: “Tomás, esta noite vamos mostrar – te um lugar de onde vieram os profetas. Vamos chamá-lo de «Os muitos futuros do planeta», mas, neste caso, vamos mostrá-lo no teu próprio tempo de vida. Não no tempo do futuro do planeta, mas do teu. Vamos mostrar-te os futuros possíveis ”.
1) Tomás e os guias
Tomás estava muito excitado, e os guias levaram–no para um lugar que ele nunca antes tinha visto. Era um
edifício feito em círculos concêntricos, como quando cai uma pedra num poço com água e cria nela círculos desde o seu centro.
Cada um desses círculos representava uma sala circular, grande e estreita, e cada uma dessas salas representava um futuro diferente de Tomás, de acordo com as ações que realizaram ao longo da sua vida. Este edifício interessou-o muito, e ele disse aos seus guias: “Antes de me mostrar mais alguma coisa, qual é a sala central?”
Os guias responderam que não puderam ir a essa sala, porque somente os oficiantes sagrados, os sagrados
sacerdotes, poderiam lá entrar.“ Vamos mostrar–te só algumas das salas da tua vida.
Levaram–no a uma delas e disse-lhe: “Este é um desenvolvimento possível da sua vida. Observa.
2) Tomás e a sala de presentes
Tomás entrou no quarto e viu muita atividade e muita gente, mas não conseguia ouvir nada. O Espírito não ia
mostrar–lhe a totalidade da história, somente o suficiente para ele poder sentir o que estava a sentir o que estava a passar–se ali.
Nenhum dos presentes na sala podiam vê-lo, mas ele estava consciente de tudo o que se estava a se passar.
Parecia que ocorreria algo grandioso. A sala era grande e circular, bem iluminada e cheia de gente. Havia
também muitas crianças, e podia ver como elas estavam muito excitadas. Tomás caminhou durante algum tempo até se ver a si mesmo, e compreendeu que estavam todos a celebrar a sua vida!
Nesse quarto estavam senadores, líderes do mundo, pais e mães. Era uma grande festa com banquete, e todos
o saudavam. Todos. Então, pensou: “Estão a mostrar–me o resultado da minha vida como investigador científico. Isto é o que queria: a quantidade maior de ajuda para a maior quantidade de gente. O meu trabalho bem retribuído.”
3) Tomás e a alegria em suas homenagens
Tomás estava cheio de alegria, recebendo homenagens. Celebrava–se o que tinha feito, e as famílias e as crianças que estavam ali, faziam-no de uma forma muito mais especial. E as guias disseram:“Tomás, é tempo de ires ver outra sala. Outro possível desenlace da sua vida ”.
Tomás saiu daquela sala por um momento e disse: “Não gostaria que a outra fosse feia”.
Gostara tanto do que tinha visto que ainda estava a saborear. Os seus guias comentaram:“ Tomás, deves entender que esta viagem é em tua honra, porque foste tu que veio à Terra para mudar a sua vibração e fá–lo-ás, não importa o que escolhas. O mais importante é que tu és sagrado e estás aqui.
O livre- arbítrio que tens é no plano espiritual, como a cobertura de um bolo. Não haverá julgamentos em nenhuma detas salas; só mostramos para te ajudar a escolher”.
4) Tomás e a sala às escuras
Os guias levaram-no então a outra sala, que estava às escuras. Tomás pensou:“ Deve haver um erro. Aqui não há nada! Os guias nada disseram e Tomás começou a atravessar a sala escura. E teve de caminhar durante algum tempo antes de ver uma luz à distância.
Havia uma mesa à qual treze pessoas estavam a celebrar; uma delas era ele! Era um banquete e, novamente, estavam a celebrar algo que ele tinha feito. Tomás pensou: “Esta cena é o que se passaria se eu fosse um simples curador”.
E vendo que as pessoas brindavam com ele, acrescentou: “ Parece que as coisas não correram muito bem. Curei
só 12 pessoas em todo o meu tempo de vida!”.
Então, viu algo que o fez vibrar quando entendeu do se que se tratava: no pulso do braço do Tomás que estava a celebrar esta cena, havia um relógio de ouro com o nome da companhia de investigação onde ingressara para trabalhar diariamente.
Aquela cena era a sua festa de aposentação como investigador científico!