Conectando o Reino Angélico – Os anjos e mensagens angelicais
No primeiro céu, as primeiras recordações de presenças angélicas, relacionam-se com as noites estreladas e misteriosas. Acostumava-me a ficar muito quieta em silêncio, olhando fixamente para o alto, esperando a aparição de uma personagem dos contos, o mesmo da minha realidade povoada por seres encantados de meu mundo infantil.
Fadas, duendes, príncipes e anjos, todos eles desciam em algum momento deste lugar mágico, cintilante e desconhecido – o céu. Os ogros, dragões e monstros horripilantes, segundo minha visão infantil, surgiam dos fundos escuros de alguma caverna ou até do fudo do mar.
Todos os meus medos estavam alí, ameaçantes e palpitantes na escuridão, aguardando para sair das profundezas e atacar-me. Toda a ajuda e proteção estava nesse céu cintilante para defender-me do que me causava tanto medo e dar-me fantásticos dons.
1)Conectando o Reino Angélico – Os anjos e mensagens angelicais
Os seres que me acompanhavam permanentemente eram os anjos. Para aquela pequena menina que eu era, havia uma dimensão que era o céu, luminoso, alegre e de onde necessariamente vinha o bem e fazia com que os dragões e monstros desaparecessem.
Luz, alegria, ajuda e proteção, sem dúvida vinham deste céu estrelado e dali desciam os guardiões, os amigos fiéis, os anjos. No começo deste caminho, a única coisa que não sabia era que essa plenitude e felicidade, sentida na Fé e na inconsciência do primeiro céu, deixaria no meu interior uma nostalgia tão profunda …
Os anjos nunca deixaram de me acompanhar, porém ao crescer, perdi o contato fácil, direto e natural com a dimensão mágica. Eu não sabia que a nostalgia do primeiro céu nunca se curaria com o nosso mundo racional, organizado e tão lógico.
2)Conectando o Reino Angélico – a lembrança da plenitude no primeiro céu
Por trás de muitas buscas, que são de mil maneiras diferentes, está o primeiro céu que nos leva a lembrança da plenitude. Porém, não sabemos como resgatá-la. Contar-lhe-eis a história desde o seu início, quando ainda não sabia que a vida me afastaria do primeiro céu e que eu nunca mais deixaria de procurá-lo.
Esta foi a minha primeira sensação de céu, muito distante, porém muito intensa … Não tinha dúvidas, nem possíveis interpretações secundárias, o céu … era o céu, um lugar de onde descia e para onde subia o que se chamava … graça.
Quando comecei a ter definições e explicações para tudo, aprendi que a graça é a capacidade de ter beleza sem esforço. Esta teoria me cativou, pareceu-me mágica. Os limites entre o céu e a terra, na realidade estavam muito definidos – do alto desciam livremente os anjos e caminhavam ao meu lado com muita naturalidade, era muito simples.
Também poderiam encontrar um monstro ou um dragão, como duvidar? Os anjos estavam por perto para me ajudar.
3)Conectando o Reino Angélico – o segundo céu e o movimento flower power
Segundo céu – durante muito tempo, o céu ficou esquecido como sendo um lugar que pode nos dar respostas. As verdades estavam num Universo intelectual, nas posturas filosóficas e políticas – o “flower power” – o poder das flores – foi um movimento “hippie” da década de sessenta.
Nosso “slogan” era PAZ E AMOR, estávamos contra o sistema social e a violência, e a favor da Paz. Quem poderia me dar o velho céu, naquelas circunstâncias, quando eu estava ocupada investigando a terra, de onde haviam desaparecido os dragões e as fadas?
Meus estudos de arquitetura me levavam a realidade material, ainda que contivessem grande dose de criatividade. Lá no fundo … a realidade do primeiro céu surgia, às vezes, mas era logo afastada por mais intelecto e mais idéias sobre a verdade.
4)A geração idealista e apaixonada pela vida e a verdade
Toda a minha geração, profundamente idealista e apaixonada pela vida, buscava a verdade, atropelando tudo o que se encontrava em seu caminho. Estávamos muito apaixonados pela vida e pela visão pressentida de um mundo repleto de esplendor e não nos dávamos conta do quão perto estávamos do primeiro céu.
Muitos anjos nos rodeavam quando nossas intenções eram puras e apaixonadas. E ao mesmo tempo, fechávamos nossas portas com nossos intelectos raivosos e onipotentes ! O importante para nós era superar as fronteiras e derrubar os limites com a mente e com o intelecto, quando deveríamos fazê-lo com o coração. Não tivemos, para isto, o suficiente valor.
As aproximações ao místico e ao espiritual também serviam para defender uma postura perante a vida. Porém não nos comprometermos o suficientemente para viver de acordo com esses princípios sagrados.