JESUS CRISTO É O DEUS DO AMOR I Ensinamentos sobre a Mônada – A Unidade

JESUS CRISTO É O DEUS DO AMOR I Ensinamentos sobre a Mônada – A Unidade

Porque o caminho para a Mônada não pode ser percorrido por quem ainda está obcecado com o ego. Não pode ser revelado a quem busca poder espiritual, como se fosse uma conquista. Só pode ser recebido por aqueles que já começaram a morrer para si mesmos, para que algo maior possa nascer.
Antes de Maria Madalena se tornar um nome sussurrado através dos séculos, ela era algo muito mais poderoso. Uma buscadora cuja percepção interior era mais afiada do que a certeza falada pela maioria das pessoas. Enquanto outros se aproximavam de Jesus com expectativas, dúvidas ou demandas, Maria se aproximava dele com Consciência.
Ela escutava não apenas as suas palavras, mas as pausas entre elas. Ela via não apenas os milagres, mas a Consciência por trás deles. E diferente de muitos que seguiam por sinais externos, ela era atraída pela verdade que se desdobrava por dentro.
A história frequentemente a lembra em fragmentos, mas aqueles que estudaram os escritos antigos, a descrevem como uma mulher de profundidade extraordinária, presente, firme, receptiva. Capaz de compreender os ensinamentos que outros não entendiam.
Ela não foi escolhida por causa de status. Não foi escolhida por causa de posição. Mas foi escolhida por causa da clareza. Ela carregava uma habilidade rara. Quando a maioria das pessoas é puxada para dentro dos seus pensamentos, Maria conseguia sentar no espaço silencioso abaixo deles.
Quando o mundo tentava defini-la, ela retornava ao Eu que existia antes das definições. Isto a tornou a estudante perfeita para o ensinamento que não podia ser entregue as massas. O ensinamento da união interior. O caminho para a Mônada.
Jesus frequentemente falava para grandes multidões, mas suas lições mais profundas eram dadas em ambientes mais silenciosos, para aqueles capazes de perceber além da superfície. Maria estava presente nesses momentos observando, absorvendo, compreendendo numa profundidade que surpreendia até mesmo os outros seguidores.
Ela representava algo atemporal. O ser humano que ousa voltar-se para dentro, enquanto outros correm para fora. Aquele que pode segurar o desconforto sem fugir dele. Aquele que pode ouvir sem interromper a verdade que surge de dentro. A sua visão não era física, era visão interior. A habilidade de reconhecer a verdade no momento em que ela aparece.
É por isso que o ensinamento da Mônada foi confiado a ela. Porque algumas portas não se abrem através da força, mas através da percepção. Mas agora deixe-me contar algo que os textos não mencionam. Maria Madalena, não era apenas receptiva. Era corajosa de uma forma que poucos reconhecem, porque entrar na Mônada não é um passeio tranquilo no parque. É um desmantelamento de tudo o que você acha que é. É a morte do falso eu. Pense no que isso significa.
Você passa a vida inteira construindo uma identidade, seu nome, sua história, seus sucessos, suas feridas, seus medos. E então alguém chega e diz que tudo isso é uma ilusão e que precisa ser solto. A maioria das pessoas recua neste ponto. Porque perder a identidade parece perder a si mesmo.
Mas Maria entendeu algo profundo, que você não pode perder o que você verdadeiramente é. Só pode perder as mentiras que contou sobre si mesmo. E ela estava disposta a fazer isto. Enquanto os discípulos homens frequentemente se apegavam as suas opiniões, as suas interpretações, as suas versões do que Jesus realmente quis dizer, Maria simplesmente soltava. Ela permitia que cada ensinamento a transformasse, ao invés de tentar encaixá-lo em suas crenças existentes.
Isto é o que a tornou apta para a Mônada. Não porque ela era santa, não porque ela era perfeita. Mas porque ela estava disposta a se dissolver. E se você sente esse mesmo chamado dentro de você agora, essa mesma disposição de soltar as máscaras, os papéis, as identidades fabricadas, então você carrega a mesma marca que Maria carregava. Você é um escolhido. Não porque você é especial no sentido do ego, mas porque a sua Alma está pronta para lembrar.
O momento em que Maria Madalena, aprendeu a entrar na Mônada não foi dramático. Não havia multidões, sem velas, sem rituais, foi num lugar tranquilo e escondido, onde o barulho do mundo não podia seguir. Jesus esperou até que a sua mente estivesse firme, até que a sua atenção não estivesse dispersa pelo medo ou curiosidade. Só então ele a guiou para o ensinamento que não podia ser falado diretamente para ninguém que não estivesse pronto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima